quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Adolescência e álcool

A cada geração que se inicia, os jovens começam a beber cada vez mais cedo. Não há um motivo definido para esse fato, às vezes pode acontecer pelo fato de os amigos já beberem e, para ser bem aceito naquele grupo, o jovem sente que precisa beber também, ou por pressão das incertezas da idade, ou por problemas familiares e até mesmo para mostrar revolta ou para provar pros pais que já cresceram.

Essa redução na idade do inicio da ingestão de bebidas alcoólicas ocorre muito também pelo fato de os estabelecimentos não terem total controle sob a venda das bebidas alcoólicas, sendo que muitos nem ao menos pedem a carteirinha de identidade para seus freqüentadores. Os estabelecimentos que o fazem estão infringindo a Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996, que fala expressamente que é proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos.

Logomarca do PROERD
Há um programa do governo chamado PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas) onde policiais militares fazem um trabalho social de prevenção com alunos de escolas públicas e particulares que estejam cursando o quinto ou o sétimo período do Ensino Fundamental. Neste programa é distribuído um livro e são feitas atividades para prevenir estes jovens sobre as possíveis situações que envolvam drogas, por exemplo pra eles não aceitarem balinhas de estranhos dentre outras possibilidades, tudo isso para que estes jovens possam tomar as suas decisões de forma consciente e responsável. O mesmo programa pode ainda ser aplicado aos pais e familiares.

Para se ter uma idéia da magnitude do problema basta olhar os dados de uma pesquisa realizada em 2004 pelo CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) na qual foi constatado que 48,3% dos adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos já haviam ingerido bebidas alcoólicas, sendo a maioria do sexo masculino. Além disso, essa pesquisa questionou também a quantidade destes adolescentes que teriam dependência química de álcool e o resultado foi que, dentre os 48,3%, cerca de 6,7% dos adolescentes entrevistados são dependentes alcoólicos.

Os sintomas de dependência química em adolescentes são bastante diferentes dos sintomas nos adultos. Alguns dos sintomas nos adultos são: tremor, fala enrolada e dificuldades para andar com firmeza. Já nos adolescentes, por terem um organismo mais resistente, os únicos sintomas são mudanças de comportamento.

Para finalizar este post e ao mesmo tempo confirmar o que já foi mencionado antes com relação à média de idade atual com a qual as pessoas começam a beber, foi feita uma enquete durante um mês em nosso blog questionando a idade na qual as pessoas começaram a beber. Um total de 50 pessoas com idade entre 20 e 30 anos responderam à nossa enquete e os resultados foram que 30% destas pessoas começaram a beber antes dos 15 anos, 56% destas pessoas começou a beber entre os 15 e os 18 anos e 14% começaram a beber apenas após os 18 anos de idade.


Bibliografia:
·                    http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl33.htm
·                     http://www.proerd.rn.gov.br/oquee.htm
·                     http://www.cebrid.epm.br/index.php
·                     http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9294.htm
·                     Google Imagens

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como o álcool afeta nosso psicológico

Olá pessoal,
Meu último post foi sobre os efeitos do álcool no organismo de um modo geral, esse, no entanto, será bem específico. Falarei hoje sobre como o álcool afeta o nosso psicológico. Acredito ser um tema de grande importância, pois como todos sabem, o álcool é uma droga e causa dependência. Apesar de o efeito psicológico parecer ser menos “grave”, quando não controlado induz e agrava os demais efeitos no organismo que podem levar à morte. A dependência química é algo que tem que ser levada muito a sério e, em determinados casos, é necessário buscar tratamento.
Ao se ingerir bebida alcoólica pode-se ter um efeito tanto desinibidor, quanto depressor. Tais efeitos ocorrem devido ao bloqueio que ocorre no sistema nervoso central, tendo em vista que o aumento de álcool na corrente sanguínea implica em um aumento na transmissão de dopamina e, ao se deprimir o córtex cerebral, tem-se uma sensação de relaxamento. Apesar de serem efeitos antagônicos, ambos ocorrem devido à uma inibição na atividade cerebral.
Vocês já ouviram falar que bebida alcoólica diminui o cérebro? Pois é, isso infelizmente é verdade! A ingestão de uma grande quantidade de álcool à longo prazo induz à um atrofiamento do sistema nervoso central, causando, assim, dificuldade de memória.
Bom, em relação à dependência, o que acontece é o seguinte. Existem certas regiões que são responsáveis pela memória e pela aprendizagem, são elas, a amígdala e o hipocampo. Quando há conexões, as informações aprendidas em tais regiões podem ser integradas, dando uma resposta adaptativa comportamental aos estímulos externos. Isso é o que chamamos de dependência ou vício. O corpo, depois de receber o estímulo do álcool, desencadeia uma reação que chamamos de desejo, que nos leva à beber.


Referências Bibliográficas:
-

Diabetes e o Etilismo







O álcool interfere no nível de vários compostos do sangue, mas interfere principalmente no nível da glicose. A mudança no nível de açúcar do sangue causada pelo álcool é prejudicial para qualquer pessoa, e para quem tem diabetes, essa mudança pode ser perigosa.





A ingestão de álcool pode causar duas reações opostas no organismo de quem tem diabetes: a hiperglicemia (elevado nível de açúcar no sangue) ou a hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue).





A hiperglicemia acontece quando a pessoa faz uma refeição grande muito rica em carboidratos e em seguida ingere bebidas alcoólicas que também sejam ricas nesse macronutriente. A reação do organismo é obvia, o nível de açúcar aumenta. Essa reação pode ser perigosa para quem tem diabetes se a glicemia dessas pessoas não estiver devidamente controlada.





O álcool é visto pelo organismo como uma toxina, portanto ele deve ser metabolizado o mais rápido possível. O fígado, órgão que metaboliza as toxinas, deixa de exercer suas funções, como liberar glicose para normalizar o nível de açúcar no sangue para metabolizar o álcool (ação do álcool de inibir a gliconeogênese) e isso pode causar um caso de hipoglicemia. O álcool pode também potencializar a ação da insulina, piorando o caso de hipoglicemia.





Apesar das consequencias que a ingestão de álcool pode causar em quem tem diabetes, eles podem consumir bebidas alcoólicas, desde que seja moderadamente e é claro, eles precisam sempre conversar com seus médicos para que cada quadro seja analisado.






Dicas para que o álcool não interfira no nível de glicose do sangue:








1. Beber moderadamente, para que o organismo tenha tempo de metabolizar todo o álcool



2. Ingerir bebidas alcoólicas apenas quando a glicemia estiver controlada, assim os riscos da glicose atingir um nível muito alto ou muito baixo são menores



3. Não beber de estômago vazio, para diminuir a absorção do álcool



4. Evitar bebidas com alto índicie glicêmico, como por exemplo, a cerveja.









Bibliografia: