terça-feira, 25 de outubro de 2011

VICTOZA - O fim da obesidade?

Olá pessoal,
Hoje falarei de um assunto que está super em alta na mídia e que, inclusive, foi capa da revista Veja do dia 7 de Setembro de 2011. Falarei sobre o famoso VICTOZA (Liraglutida), o remédio que faz milagres! Será???

Muitos são os comentários que se ouvem hoje na mídia a respeito de seus efeitos milagrosos, mas o que poucos não sabem é que não é indicado seu uso como emagrecedor, principalmente, devido aos seus potenciais perigos.
Apesar de o excesso de peso ser um fator de risco à saúde e que não é (nem um pouco) fácil perder os quilinhos extras, é necessário se considerar alguns fatores. Também é sabido que estar acima do peso pode acarretar, em muitos casos, outros problemas tanto no âmbito psicológico (como depressão), quanto no próprio âmbito fisiológico (como problemas de coração). Sim, o excesso de peso é um fator crítico que deve, sim, ser considerado, trabalhado e tratado.
Não estou querendo “cortar o barato” dos que estavam empolgados com os efeitos milagrosos de perder até 11 quilos em 2 (dois) meses – Como foi o caso relatado do Luiz Henrique Pires de Oliveira Alves. Mas, infelizmente, o Victoza não é tão milagroso assim, nem tão sem efeitos colaterais quanto se mostrou.
Bom, mas antes de adentrar propriamente no tema do remédio, queria fazer uma crítica em relação à reportagem. A revista Veja fez uma reportagem sensacionalista e até mesmo patética, a meu ver. Primeiro, porque antes mesmo de o remédio ser aprovado pela ANVISA como emagrecedor, a mesma já estava divulgando sem ter, de fato, propriedade para falar. E, quando digo isso me refiro, também, ao fato de que ela tem que considerar todo seu público alvo (pessoas instruídas e leigas). A Veja é uma revista conceituada e, pelo fato de uma reportagem como essa sair na capa, muitas pessoas a tomam como verdade. Não tenho dúvidas de que na semana seguinte à sua publicação, diversas pessoas que sofrem do mal do excesso de peso foram procurar seus médicos para pedir uma prescrição do tal “remédio milagroso que faz emagrecer”. (Nem entrarei no mérito de médicos que, por dinheiro, prescreverão o Victoza).
A segunda crítica é relacionada ao próprio exemplo que a revista deu: uma mulher de 1,75m que pesa 80kg. Ok, ao fazer os cálculos de IMC (Índice de Massa Corporal) chegamos ao valor de 26,1 (Acima do peso – Sobrepeso). Seu objetivo era de chegar aos 70kg (IMC 22,9 – Peso Ideal). De fato, ela estava com sobrepeso, mas o ponto que eu gostaria de chegar é que ela não estava nem no estágio de obesidade, que varia dos graus 1 a 3 (IMC acima de 30). A questão é, qualquer leigo que lê a reportagem pensa “Quero perder uns quilinhos, vou ao médico para tomar esse remédio que aí nem preciso fazer atividade física”, ou até quem sabe “Opa, já está chegando o verão/carnaval, preciso perder uns quilinhos rápido pra ficar bem de biquíni”. Porém, essas pessoas não estão considerando o grande risco que estão colocando sua vida para um objetivo estético ou outros.
Apenas para frisar, não estou querendo desconsiderar os 10kg que ela estava pesando a mais, muito menos dizendo que é fácil perder peso. Mas efeitos como náuseas (40%), diarréia (18,7%), vômitos (17%), assim como tumores na tireóide, câncer, pancreatite.

Vou colocar o link da bula do Victoza (http://www.mudandodiabetes.com.br/mudandodiabetes/download/Victoza-bula-paciente.pdf) para quem quiser maiores informações a respeito, mas vou colocar a baixo os Efeitos Colaterais:

"8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?
Como todos os medicamentos, Victoza® pode provocar efeitos colaterais, embora nem todas as pessoas os apresentem. Reação muito comum (ocorre em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamento):

• Náusea (enjôo). Este sintoma normalmente desaparece com o tempo.
• Diarreia. Este sintoma normalmente desaparece com o tempo.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

• Hipoglicemia (baixo nível de açúcar no sangue). Os sinais de advertência para hipoglicemia podem aparecer repentinamente e podem incluir: suor frio, pele fria e pálida, dor de cabeça, batimento cardíaco rápido, enjôo, muita fome, alterações na visão, sonolência, fraqueza, nervosismo, ansiedade, confusão, dificuldade de concentração, tremor. Seu médico lhe avisará como tratar o nível baixo de açúcar no sangue e o que fazer se você observar estes sinais de advertência. Se você já estiver recebendo uma sulfonilureia ao começar a usar Victoza®,
seu médico pode pedir que você reduza a dose da sulfonilureia.
• Anorexia
• Redução do apetite
• Dor de cabeça
• Vômito
• Dispepsia
• Gastrite (inflamação no estômago). Os sinais incluem dor no estômago, náusea e vômito.
• Doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Os sinais incluem azia.
• Distensão abdominal
• Dor na parte superior do abdome
• Constipação (prisão de ventre)
• Gases (flatulência)
• Eructação (arroto)
• Infecção das vias aéreas superiores.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
• Pancreatite
• Distúrbios da tireoide, como nódulos, aumento da calcitonina no sangue e bócio.
Se algum destes eventos se agravar, ou se você notar qualquer efeito colateral não citado nesta bula, procure seu
médico, enfermeiro ou farmacêutico.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista."

Apenas uma observação, tais efeitos como náuseas (40%), diarréia (18,7%), vômitos (17%) potencializam o emagrecimento (óbvio), porém de forma a desidratar e prejudicar a própria saúde do usuário. Fora que na própria capa da revista diz "sem grandes efeitos colaterais" (o que é um absurdo!)
Abaixo colocarei um exemplo de como estão fazendo alusões em relação ao uso do Victoza como emagrecedor:
“A simulação a seguir é com base em um tratamento de 5 meses, em um paciente que usa manequim (tamanho da calça) 48:
Tomando apenas o remédio:
• novo tamanho da calça: 44• perda de peso: 7 quilos• queda de risco de derrame e infarto: 3%• queda na taxa de pressão arterial: 5%
Remédio + dieta equilibrada:
• novo tamanho da calça: 40• perda de peso: 10 quilos• queda de risco de derrame e infarto: 5%• queda na taxa de pressão arterial: 10%
Remédio + dieta equilibrada + ginástica*:
• novo tamanho da calça: 38 a 40• perda de peso: 12 quilos• queda de risco de derrame e infarto: 6%• queda na taxa de pressão arterial: 12%
* uma hora por dia de exercícios aeróbicos, como a corrida
O Victoza é mais eficaz que os outros emagrecedores?
Segundo a reportagem de Veja, a liraglutida tem proporcionado mais perda de peso que os inibidores de apetite habituais. Em comparação com a sibutramina, o mais famoso deles, a redução de peso é cerca de 50% maior. Além disso, a liraglutida pode ser utilizada por uma gama mais ampla de pacientes.” (http://bardoboris.blogspot.com/2011/09/victoza-precos-onde-comprar.html)
Bom pessoal, me ative a fazer apenas uma crítica à reportagem da Veja e uns comentários superficiais a respeito do Victoza. No próximo post falarei um pouco mais sobre esse assunto, porém abordando o aspecto mais propriamente bioquímico, mostrando como ele age no organismo.

Referências Bibliográficas:
-http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx (Reportagem de Capa 07/09/2011)

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Adolescência e álcool

A cada geração que se inicia, os jovens começam a beber cada vez mais cedo. Não há um motivo definido para esse fato, às vezes pode acontecer pelo fato de os amigos já beberem e, para ser bem aceito naquele grupo, o jovem sente que precisa beber também, ou por pressão das incertezas da idade, ou por problemas familiares e até mesmo para mostrar revolta ou para provar pros pais que já cresceram.

Essa redução na idade do inicio da ingestão de bebidas alcoólicas ocorre muito também pelo fato de os estabelecimentos não terem total controle sob a venda das bebidas alcoólicas, sendo que muitos nem ao menos pedem a carteirinha de identidade para seus freqüentadores. Os estabelecimentos que o fazem estão infringindo a Lei nº 9.294, de 15 de julho de 1996, que fala expressamente que é proibida a venda de bebidas alcoólicas para menores de 18 anos.

Logomarca do PROERD
Há um programa do governo chamado PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas) onde policiais militares fazem um trabalho social de prevenção com alunos de escolas públicas e particulares que estejam cursando o quinto ou o sétimo período do Ensino Fundamental. Neste programa é distribuído um livro e são feitas atividades para prevenir estes jovens sobre as possíveis situações que envolvam drogas, por exemplo pra eles não aceitarem balinhas de estranhos dentre outras possibilidades, tudo isso para que estes jovens possam tomar as suas decisões de forma consciente e responsável. O mesmo programa pode ainda ser aplicado aos pais e familiares.

Para se ter uma idéia da magnitude do problema basta olhar os dados de uma pesquisa realizada em 2004 pelo CEBRID (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas) na qual foi constatado que 48,3% dos adolescentes na faixa etária dos 12 aos 17 anos já haviam ingerido bebidas alcoólicas, sendo a maioria do sexo masculino. Além disso, essa pesquisa questionou também a quantidade destes adolescentes que teriam dependência química de álcool e o resultado foi que, dentre os 48,3%, cerca de 6,7% dos adolescentes entrevistados são dependentes alcoólicos.

Os sintomas de dependência química em adolescentes são bastante diferentes dos sintomas nos adultos. Alguns dos sintomas nos adultos são: tremor, fala enrolada e dificuldades para andar com firmeza. Já nos adolescentes, por terem um organismo mais resistente, os únicos sintomas são mudanças de comportamento.

Para finalizar este post e ao mesmo tempo confirmar o que já foi mencionado antes com relação à média de idade atual com a qual as pessoas começam a beber, foi feita uma enquete durante um mês em nosso blog questionando a idade na qual as pessoas começaram a beber. Um total de 50 pessoas com idade entre 20 e 30 anos responderam à nossa enquete e os resultados foram que 30% destas pessoas começaram a beber antes dos 15 anos, 56% destas pessoas começou a beber entre os 15 e os 18 anos e 14% começaram a beber apenas após os 18 anos de idade.


Bibliografia:
·                    http://www.psicologia.org.br/internacional/pscl33.htm
·                     http://www.proerd.rn.gov.br/oquee.htm
·                     http://www.cebrid.epm.br/index.php
·                     http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9294.htm
·                     Google Imagens

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como o álcool afeta nosso psicológico

Olá pessoal,
Meu último post foi sobre os efeitos do álcool no organismo de um modo geral, esse, no entanto, será bem específico. Falarei hoje sobre como o álcool afeta o nosso psicológico. Acredito ser um tema de grande importância, pois como todos sabem, o álcool é uma droga e causa dependência. Apesar de o efeito psicológico parecer ser menos “grave”, quando não controlado induz e agrava os demais efeitos no organismo que podem levar à morte. A dependência química é algo que tem que ser levada muito a sério e, em determinados casos, é necessário buscar tratamento.
Ao se ingerir bebida alcoólica pode-se ter um efeito tanto desinibidor, quanto depressor. Tais efeitos ocorrem devido ao bloqueio que ocorre no sistema nervoso central, tendo em vista que o aumento de álcool na corrente sanguínea implica em um aumento na transmissão de dopamina e, ao se deprimir o córtex cerebral, tem-se uma sensação de relaxamento. Apesar de serem efeitos antagônicos, ambos ocorrem devido à uma inibição na atividade cerebral.
Vocês já ouviram falar que bebida alcoólica diminui o cérebro? Pois é, isso infelizmente é verdade! A ingestão de uma grande quantidade de álcool à longo prazo induz à um atrofiamento do sistema nervoso central, causando, assim, dificuldade de memória.
Bom, em relação à dependência, o que acontece é o seguinte. Existem certas regiões que são responsáveis pela memória e pela aprendizagem, são elas, a amígdala e o hipocampo. Quando há conexões, as informações aprendidas em tais regiões podem ser integradas, dando uma resposta adaptativa comportamental aos estímulos externos. Isso é o que chamamos de dependência ou vício. O corpo, depois de receber o estímulo do álcool, desencadeia uma reação que chamamos de desejo, que nos leva à beber.


Referências Bibliográficas:
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