terça-feira, 1 de novembro de 2011

VICTOZA e o Organismo - Parte I

Olá pessoal, novamente falarei sobre o VICTOZA. O assunto está “bombando” na mídia devido à polêmica causada pela capa da Veja(n° 36) do dia 07/09/11, portanto, falarei um pouquinho mais sobre o assunto para vocês.
Quando estava pesquisando para escrever esse post, fiquei foi mais preocupada! Algumas pessoas estão obcecadas em perder peso e estão desconsiderando coisas essenciais, a mais importante delas: a própria saúde. Ao ler relatos de pacientes que ministram as drogas (em fóruns), percebi que quando um paciente relata algum efeito colateral as demais pessoas de certo modo dizem que é “normal”. Porém, quando algum paciente relata ter emagrecido 11kg em 30 dias, as demais pessoas simplesmente ignoram tudo e só pensam no resultado final.
Outra coisa que me preocupou, foram os sites que passam informações não precisas. Antes de se empolgar com qualquer novidade, principalmente se tratando de saúde, é preciso ter uma boa fonte de dados! Alguns, como os que citarei, só pelo título já não demonstra credibilidade:

“Novo medicamento ajuda a emagrecer rápido e fácil”
(http://www.odiario.com/blogs/carlossica/2011/09/07/novo-medicamento-ajuda-a-emagrecer-rapido-e-facil/)
“Remédio Liraglutida Victoza - Novo Emagrecedor” (http://www.sempretops.com/saude/remedio-lariglutida-novo-emagrecedor/)
“Obesos, liraglutida é o remédio da vez”
(http://www.corposaun.com/obesos-liraglutida-remedio-vez/2990/)
“Victoza: remédio pode ser novo emagrecedor da moda” (http://blog.brasilacademico.com/2011/09/victoza-remedio-pode-ser-novo.html)
“Liraglutida Victoza: Medicamento – Novo Emagrecedor” (http://www.mundodastribos.com/liraglutida-victoza-medicamento-novo-emagrecedor.html)
E, por fim, um último comentário é que hoje as pessoas diabéticas do tipo 2 que precisam tomar o medicamento não estão encontrando em farmácia nenhuma o Victoza, tudo isso, devido à essa algazarra toda da mídia. Já foi divulgado uma nota pela ANVISA de que a droga não é indicada para emagrecimento e, não só ela, mas também a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabolismo (SBEM).
Bom, mas indo direto ao ponto. O que, de fato, esse remédio faz? Como e onde ele age no organismo?
Nosso corpo é basicamente regulado por hormônios, são eles os responsáveis, por exemplo, por enviar as informações de fome e saciedade. Portanto, dois hormônios são essenciais nessas circunstâncias: quando com fome (em Jejum) temos altos índice de Glucagon, em contrapartida, quando saciado (pós-prandial) temos altos índice de Insulina. Rapidamente falando sobre eles, o Glucagon é produzido pelas células alfas do pâncreas e tem como função a quebra do glicogênio hepático. Já a Insulina é produzida pelas células beta do pâncreas e tem como função a absorção de glicose pelas células.
Em algumas patologias, como é o caso da Diabetes Mellitus Tipo 2, há uma resistência à insulina, gerando um quadro de hiperglicemia devido ao déficit de insulina. É uma doença que não tem cura e, quando não tratada, pode causar sérios danos ao paciente, como ganho de peso, hiperglicemia acentuada, perda da visão.
Victoza foi um remédio desenvolvido e aprovado para tratar especificamente essa doença, a Diabetes Mellitus Tipo 2. Seu mecanismo de ação se baseia basicamente em imitar um hormônio já existente no organismo, que tem como função estimular das células beta do pâncreas a produzir Insulina. Com mais insulina, o quadro de hiperglicemia se estabiliza e, paralelamente, o hormônio Glucagon também diminui. Esse hormônio que o Victoza imita é o GLP-1.
Para o Diabético tio 2, esse remédio tem apresentado bons resultados como: controle glicêmico, melhora a função das células beta, redução significativa da pressão arterial e até mesmo a perda de peso. Porém, vale ressaltar que estamos falando de diabéticos. O Victoza como emagrecedor ainda está em fase de TESTE e sua eficácia não foi comprovada! Os danos que ele pode causar em não diabéticos ainda é um risco muito grande! Para isso, mostrarei pra vocês alguns depoimentos relevantes:
“Estudos estão sendo realizados em relação ao seu emprego no tratamento da obesidade acompanhada de complicações, mas ainda não foram publicados os resultados do acompanhamento de um número suficiente de pacientes para que esta indicação terapêutica seja aceita.” (SBEM)
“Este produto é um medicamento novo e, embora pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso informe seu médico.” (Bula do Victoza referente ao próprio tratamento de diabéticos)
“Mary - 20 de outubro de 2011 às 12:54:

Desde julho de 2009 Victoza chegou ao mercado aqui na Alemanha. Até agora só leio sobre a euforia e esperanca de que este medicamento traga melhores resultados quanto ao tratamento da Diabetes (somente da diabetes tipo 2).Nada para emagrecer. Estou surpresa com esta publicacao da Veja e da grande procura do remédio por pessoas que desejam emagrecer a qualquer preco.Quem sabe a Veja ganhou uma boa grana para fazer esta propaganda tao irresponsável? Assim,o Brasil vira mais uma vez um campo de experimentacao que nao é permitido aqui na Europa nem nos Estados Unidos. O brasileiro gosta de riscos.Já ouvi falar que alguns até usam antidepressivo para emagrecer…só falta fazerem quimioterapia sem ter cancer porque também emagrece e muito. Vamos comer menos e saudável.O Brasil tem frutas e legumes frescos o ano inteiro. Saúde para todos”
(Depoimento no site: )


- Referências Bibliográficas:

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reação do cérebro ao álcool

Depois de um tempo ausente, no post de hoje explicarei, de forma objetiva, como o cérebro reage ao álcool, essa droga tão utilizada atualmente!
Inicialmente, o álcool afeta a comunicação entre as células nervosas (os neurônios) e os tecidos, aumentando a atividade tanto das vias, quanto de neurotransmissores inibidores e impedindo a atividade dos estimulantes. Exemplificando, o álcool faz com que a atividade dos neurotransmissores GABA (ácido gama-aminobutírico) e dopamina sejam aumentados, que fazem com que os movimentos fiquem mais lentos e a fala enrolada e cria sensações de prazer, respectivamente. Enquanto isso, inibe a atividade do glutamato, o que leva a um retardo fisiológico.
Tudo isso significa que o organismo irá reagir mais lentamente a qualquer estímulo, seja ele intra ou extracorporal.
Então, o cérebro é afetado pelo álcool na seguinte ordem: córtex cerebral, sistema límbico (hipocampo, amídalas e nucleus accumbens), cerebelo, hipófise (ou glândula pituitária), hipotálamo e medula (haste do cérebro).
  • Córtex cerebral: É o responsável pelo pensamento, raciocínio, percepção, atenção, memória de longo prazo, linguagem e funções executivas e os processos de percepção sensorial (visão, audição, tato e olfato). O álcool faz com que os centros inibidores sejam enfraquecidos, o que deixa a pessoa mais desinibida, comunicativa e autoconfiante; os sentidos ficam mais lentos, tendo problemas com audição, olfato, visão, tato e paladar, e o limiar de dor fica maior. Por fim, o indivíduo não consegue utilizar o bom senso, muito menos pensar claramente.
  • Sistema límbico: Esse sistema é responsável pelas emoções (medo, raiva, dor, prazer, afeição, libido)e em processos de memória (o hipocampo, em particular, está associado à consolidação da memória recente). O álcool faz com que a pessoa exagera nos seus sentimentos, além de perder a memória recente
  • Cerebelo: Responsável pelo sistema motor e por manter o equilíbrio e a postura corporal. Sendo assim, o álcool afeta nos movimentos musculares, assim como no equilíbrio.
  • Hipófise: Responsável pela produção de hormônios, que é estimulada pelo hipotálamo. O álcool inibe a secreção de ADH (hormônio antidiurético) - que age nos rins para absorção de água. Com os baixos níveis de ADH no sangue, os rins não absorvem água e, então, não produzem urina.
  • Hipotálamo: Tem como função a regulação hormonal, temperatura corporal, tradução das emoções em resposta física (aumento dos batimentos cardíacos, por exemplo, como resposta à uma situação de medo) e de sensações de fome e sede. O álcool enfraquece os centros neurais que controlam a excitação e o desempenho sexual; e a medida que a concentração de álcool no sangue (alcoolemia) aumenta, a excitação aumenta e o desempenho sexual diminui.
  • Medula: Está relacionada com recepções sensoriais, reflexos e referência motora somática e autônoma. Ao chegar na medula, o álcool deixa a pessoa sonolenta e pode deixa-la sonolenta a medida que a alcoolemia aumenta. Caso o nível de álcool no sangue chegue a níveis críticos, pode-se afetar a respiração, os batimentos cardíacos e a temperatura corporal. A pessoa passa a respirar mais lentamente ou, até mesmo, para de respirar, deixando a pressão sanguínea e a temperatura corporal baixas, podendo ser fatal.
Resumindo, quando o álcool chega ao sistema nervoso central, deixa todas as atividades autônomas e somáticas alteradas. Portanto, a ingestão do álcool deve ser administrada moderadamente!

Ah, e uma curiosidade: Recentemente foi descoberto por cientistas japoneses e estadunidenses porque o álcool causa sensação de relaxamento! Eles concluíram que essa sensação é causada porque o álcool abre canais iônicos nas células cerebrais, que eliminam potássio, reduzindo sua atividade. Assim, o cérebro para de funcionar plenamente, o que causa a sensação de relaxamento.

Lembre-se sempre: BEBA COM MODERAÇÃO!




Referências bibliográficas:

sábado, 29 de outubro de 2011

A desnutrição e o álcool





O álcool provoca vários danos ao organismo e um deles é a desnutrição. Indivíduos que bebem em excesso frequentemente podem desenvolver quadros graves de má nutrição. Isso se deve a fatores como a má absorção de nutrientes causada pelo álcool ou pela própria despreocupação dos alcoólatras com a alimentação.



Pessoas alcoólatras costumam ingerir bebidas e simplesmente se esquecem da alimentação. Essa atitude é um erro terrível já que o álcool possui apenas calorias vazias, ou seja, ele fornece grande quantidade de energia porém não fornece nenhum nutriente. Como o organismo não funciona apenas a base de energia, ele precisa de outras substâncias presentes nos alimentos. Dessa forma, os alcoólatras acabam desenvolvendo doenças ligadas a desnutrição.



O álcool atrapalha o organismo a absorver nutrientes importantes, como por exemplo, as vitaminas do complexo B que são essenciais para manter a saúde dos órgãos. Além disso, o álcool lesa os órgãos do trato gastrointestinal, prejudicando a digestão dos alimentos.



As pessoas que abusam do álcool devem procurar se alimentar bem ingerindo alimentos ricos em proteínas, nutrientes essenciais (ácidos graxos insaturados, vitaminas A, B, C e zinco) e devem também aumentar a ingestão de água para evitar a desidratação provocada pelo álcool. Todas essas medidas auxiliam o organismo a se recuperar dos efeitos danosos do álcool.




Bibliografia: